segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pirraça tem fundamento?

Fico me perguntando aqui, se pirraça tem fundamento, cabimento ou explicação?
Acredito que tenha feito pirraça na minha infãncia, toda criança faz. Mas caímos sempre na máxima de que só sabemos verdadeiramente de algo, quando passamos pelo "algo".

Meu "eu" psicóloga tem uma explicação para a situação na qual me encontro.
Como já disse em vários posts, fiquei com Otto até 1 ano e 11 meses.
Até então, ele só conhecia a rotina que eu fazia pra ele, o universo que eu mostrava a ele, pouco contato com crianças, só mesmo meus sobrinhos e alguns poucos coleguinhas que via exporadicamente.
A convivência dele era quase que no todo com adultos, muito comigo e o pai e um pouco com os avós, tios, etc.
Com isso, o mundo dele era bem limitado e com poucos "exemplos" de como se comporta uma criança.

Derrepente, eu consegui emprego e a rotina do Otto mudou radicalmente.
Ele passou a ter momentos raros comigo, que era com quem ele ficava o dia inteiro.
Passou a conviver com pessoas estranhas, dividir as coisas com outras crianças (embora nunca tenha tido problemas em dividir seus brinquedos, nunca havia dividido sua atenção). Não vejo, sinceramente problema nisso, vejo sim, aprendizado.
Mas, pra ele, num primeiro momento, de aprendizado nada tinha.
Até porque, mesmo tendo conversado bastante sobre a Mamãe ir trabalhar, óbvio, que ele não tinha noção da diferença que a palavra trabalho, ia fazer na vida dele. Nem sabia do que se tratava, risos.

Então, em meu pensamento de "psicóloga", ele sofreu uma mudança muito grande e derrepente.
Como aprendeu rapidamente a conviver socialmente com a turminha dele, aprendeu também, como bom observador que é, a imitá-los, tanto pra coisas bacanas, quanto pra arte de pirraçar, risos.
Somados, a ausência da Mamãe e do Papai, com a mudança de rotina, e a divisão de atenção da tia na creche, ele simplesmente percebeu que precisava chamar a atenção. E dá-lhe pirraça!!!!!!
E é isso que ele tem feito, com louvor.
E nos deixando pensativos em relação a maneira com a qual os ensinamentos são passados por nós.
Será que estamos dando o limite adequado?
Será que somos 100% culpados?
Será? Será? Aff.

Respondendo então a questão inicial do post: Explicação eu tenho a minha, já cabimento ou fundamento...



Obs: E como sempre busco uma explicação, um fundamento e um cabimento pra tudo. Consulto mesmo a internet, que me ajuda e muito. Li a respeito de como devemos agir e de que não devemos nos culpar.
Então vou postar o link da reportagem, que tenho certeza, vai ajudar a muita gente.
E é isso que tento fazer aqui.
http://bebe.bolsademulher.com//1a3anos/materia/pirraca/53942/1


Bjs gente!

Jana Figueiredo - a mãe do Otto.

domingo, 22 de agosto de 2010

2 anos depois!

Sabe quando fazemos balanço da nossa vida e pensamos, eu faria diferente isso ou aquilo.
Tá, eu faria alguma coisa diferente, mas 80% do que fiz repetiria, sem pestanejar.
E assim seria com a gravidez, o nascimento, a escolha do Pediatra, a decisão de não trabalhar (pelo menos até os 2 anos) e quase tudo relacionado ao Otto eu faria exatamente igual.

Não me arrependo, ao ver que consegui ensinar a ele a pedir desculpas, a agradecer, a pedir licença, a  ser carinhoso, a compartilhar os brinquedos.
Não me arrependo, porque em todo resfriadinho ou indisposição eu estava aqui, nebulizando, remediando, sempre presente.

Sempre falo com minhas amigas, se não puder até 2 anos, porque nem todo mundo pode, pelo menos até 1 ano, é importante a figura da mãe e do pai, da rotina da casa, dos banhos de sol na calçada, de conhecer o lugar onde mora, de andar na rua.
Essa apresentação do mundo aos pequenos é de suma importância, na minha opinião, para dar o pontapé inicial para eles descobrirem, que é legal morar aqui, que as pessoas são boas, que existe uma rotina, que existe bicicleta, moto, carro, caminhão, risos.
Não sei vocês, mas com Otto, desde que começamos a caminhar pelo bairro, falo (mesmo que não entenda), da importância de olhar pros lados pra atravessar a rua, de andar sempre na calçada, de não mexer com cachorros, pois podem fazer dodói. Apresento as coisas a nossa volta, a árvore, o passarinho, até a caixa de correio o Otto conhece, risos.
Acho que o ensinamento é eterno e é de cedo que se aprende.
Mesmo que não entenda, só o fato de parar e me ouvir, já é um aprendizado.

E a festa foi decidida na semana antes do dia 04, aff.
E o Otto comemorou com amiguinhos da creche e com a família em casa.

E a gente se dá conta, em meio a preparativos, lista de convidados, compras, que 2 anos passam rápidos demais.
Percebe que aquele bebê, super dependente é agora um menino.
Menino esperto, que estuda e gosta da creche, com alma de papagaio, pois repete tudo que falamos.
Independente e mostrando as vezes, que vai ter uma personalidade forte como a Mamãe, mas com uma boa dose da calma e paciência do Papai. Acho que ficou equilibrado, risos.

Menino sapeca, que gosta muuuuuuito de dançar, música de qualquer estilo.
Que adora desenho, fórmula 1 e correr no jardim.
Que é muito carinhoso, amável e sorridente.
Que dorme sozinho, na cama dele. Mesmo no soninho da tarde, se estiver a fim, deita e dorme.
A gente só "ouve" o silêncio, olha pra cama e o vê dormindo.
É tão gostoso vê-lo independente.

A festa aconteceu e foi simples, mas só alegria.
O Otto se divertiu até o último minuto, brincou, correu, riu e claro gripou, por conta do sereno. Mas isso faz parte.
Vieram muitos amiguinhos e adoraram os doces, salgadinhos e lembrancinhas da festa.
E com isso, fechamos um ciclo e partimos rumo ao terceiro ano, com muita saúde, felicidade e amor, sempre!


Então, voltando a vaca fria, como dizia a minha vó, risos. 
Faria sim, tudo igual nesses dois anos do pequeno Otto.
Que se passaram rápido, mas foram bem aproveitados por nós aqui.
Curti muito, cheirei muito, apertei muito, rimos muito, passeamos muito, brincamos muito na praia, no jardim, caminhamos muito.
E aconselho a todas, fazerem o mesmo.
A sua presença, Mãe, faz um filho, mais seguro.









Mint to be para as crianças