domingo, 24 de abril de 2011

Feriado de engorda do Otto.

Pois é, com toda essa fase de antibióticos, sem apetite e perda de peso, resolvemos não viajar no feriado pra ficar em casa e nos dedicarmos a alimentação e recuperação do peso do Otto.

Tudo começou na terça, quando fomos a revisão da Pediatra e conversei com ela sobre a minha preocupação com sua perda de peso por conta da ausência de apetite.
Ela comentou que, provavelmente por conta do antibiótico seu estômago estaria enjoando e com isso sem estímulo para comer.
Na minha cabeça é uma bola de neve: não come - adoece - imunidade cai - antibiótico...e assim sucessivamente.
Mas vamos lá, fé em Deus em pé na taba.

Ela nem o pesou, sinceramente, achei melhor. Acho que ia ficar nervosa em ter a certeza de que estava com menos de 10kg, gente e acreditem, estaria.
Se ele pesava 10,500kg sem doença, agora com as "saboneteiras" a mostra, aff, estaria abaixo dos 10kg com toda certeza (só de escrever já fico nervosa).

Todos, eu disse, todos estão preocupados com ele.
As funcionárias da creche, num empenho para fazê-lo comer e a aflição até da nutricionista, minha amiga de longa data, tensa, por não saber o que fazer pra ele comer.
A mãe que vos escreve, sinceramente, chegou ao colapso e na semana passada só sabia chorar.
Uma amiga esteve aqui e viu no domingo passado, que mesmo horas sem comer, oferecia até porcaria (bolo ana maria, todynho) e ele nada aceitava.
Bom chegou o fim de semana e...ele estava assim (foto na quarta, festa da creche): MAGRO DEMAIS.


Na terça a noite mesmo já comecei com o Profol, estimulante de apetite, indicado pela Pediatra.
E na quarta ele almoçou na creche, graças a Deus!
Ele só jantou na creche até hoje, uma vez, mas tudo bem, em casa ele come.
O problema é quando não dorme a tarde lá e não janta, porque, quando entra no carro dorme, e por ser 18h, estar cansado de um dia inteiro de brincadeiras e corre-corre, ele vai direto, acorda perto da meia noite, pra mamar.
Não acooooooorda, só geme, e aí, sem condições de  dar janta, então, prefiro que durma na creche, porque aí, janta em casa.
Então na quarta mesmo a mamãe foi ao mercado e comprou fubá, músculo moído, pão, bolinhos ana maria, todynho, sucos.

A rotina foi a seguinte:

Café da manhã: pão com o Papai (pra estimular, Papai levou-o a padaria, compraram pão quentinho e vieram conversando sobre comer o pão com manteiga, tomar café, etc).
Ele gostou tanto que foi o feriado inteiro, todas as manhãs comendo 1 francês com manteiga e tomando um pouquinho de café, risos. (Obrigada Senhor)
Durante as refeições comentamos muito sobre ele ficar forte, sobre comer bastante ou tudo (já fazíamos isso antes).

Almoço/jantar1: fubá, carne moída, feijão. Nessa noite, depois do jantar ele comeu bolo ana maria, dois danoninhos e mamou para dormir (num intervalo de 2 horas do jantar a hora de dormir).

Almoço/jantar2: bacalhau, batata e feijão. Sobremesa: Mini MM's.

Almoço3: fubá, carne moída e feijão.

Jantar: lula a doré (festival da Lula em Arraial do Cabo).

Almoço/jantar4: feijão, batata, frango desfiado.
Hoje, após o almoço comeu 3 bananas e um bombom.

Os lanches da tarde eram mingau/mamadeira (ele sempre pede quando está com sono e como dorme a tarde quando está em casa, dou um desses).

Todas as refeições dadas +ou- 1 hora após ministrar o profol.

E todas seguidas de sobremesa: danoninho, bolinho ana maria, todynho ou ovo de páscoa (claro) e pra dormir a MAMADEIRA de ovomaltine ou pediasure.

Tenho enviado a creche lanches extras, conversei com o pessoal e pedi o suporte deles, elas oferecem o lanche de lá, claro, se ele não aceita e tem dado certo.
Vou continuar com isso nessa fase de engorda, ao menos para chegar ao peso ideal para a idade dele, 2 anos e 9 meses (praticamente), ficar com a imunidade estabilizada e DEFINITIVAMENTE parar de ficar doente.

Temos certeza que fez diferença esse feriado.
Ele comeu super bem, quando não tudo, comia bastante.
Nos deixou muito aliviados pois hoje, fim de feriado, estamos com sensação de missão cumprida, sabe.
Alimentamo-os de maneira correta, oferecemos muitas coisas. E principalmente, sem demonstrar aflição, nervosismo, decepção.
Comemoramos ao comer bastante ou tudo. Se não comia o satisfatório oferecíamos fruta (adora banana), pra complementar o que não foi ingerido.

A foto abaixo foi tirada ontem a tarde.
Gente não é coisa de mãe, a diferença é visível, não é? Mesmo sendo uma foto só do rosto.



Aguardo comentário de todas e obrigada pelas visitas.

Jana, mamãe do Otto.


domingo, 17 de abril de 2011

Recusa Alimentar: O que fazer com a criança que não come?


Gente, ficou enorme, desculpe.
Mas, a Mãe que estiver desesperada como eu (espero que não exista), lerá linha por linha na tentativa de tentar entender esse Problema (com P maiúsculo mesmo) que vem tirando meu sono, me deixando nervosa e chorona.
Não sei até quando aguento, nem quanto aguento, nem se aguento ver meu filho sem comer, emagrecendo e doente, a cada 15 dias ingerindo antibióticos.
Segue abaixo, texto retirado de um site:

Introdução

As queixas sobre os distúrbios do apetite na infância, representadas comumente pelas mães como: "Meu filho não come" e/ou "só come bobagens", tornam-se cada vez mais freqüentes nos ambulatórios e consultórios de pediatras e nutricionistas. Afetando a todos os níveis socioeconômicos e culturais, merecendo desta forma, uma análise cuidadosa do caso, a fim de se propor uma conduta mais adequada.
As razões desse comportamento são bastante complexas, devido às interações de características familiares e contextos sociais, além do fato de que segundo a faixa etária, pode-se ter uma causa preponderante para o quadro de inapetência. Em função disto, os autores optaram por abordar o tema do ponto de vista do aparecimento do "sintoma" na criança de acordo com as fases de desenvolvimento e posterior conduta para prevenção e tratamento da recusa alimentar.

. Segundo Ano de Vida: a saga da criança seletiva

No segundo ano de vida, com maior maturidade muscular, a criança anda com mais desenvoltura e passa a explorar o seu espaço, antes fora de seu alcance, para conhecê-lo. O desenvolvimento infantil está relacionado ao aumento do grau de autonomia e o processo de socialização, desta forma, a alimentação, que até então era a principal fonte de prazer, passa a um plano secundário 7,9,10.
A respeito do comportamento alimentar seletivo, verificou-se que as crianças com esta característica, apresentam um consumo limitado de alimentos9,18. A dieta dos seletivos geralmente está baseada em carboidratos e produtos lácteos 15. É comum observar também que, muitas destas crianças só aceitam a alimentação se esta tiver uma determinada técnica de preparo e apresentação ou comem só em um tipo de prato e sem misturar as diferentes preparações 10, assim como consumir apenas uma determinada marca, mediante o reconhecimento do rótulo 15.
Pais costumam relatar a recusa alimentar em situações onde a criança faz uso de grandes quantidades de leite ou só aceitam a alimentação sob a forma de papas e purês há mais de um ano 18.
Estudo realizado na Universidade do Tennesse, com crianças de 24 a 36 meses, de níveis socioeconômicos distintos, com o propósito de verificar a hipótese de que crianças seletivas possuíam consumo alimentar menor do que as não seletivas demonstrou que ambos os grupos apresentaram inadequação quanto ao consumo de cálcio, zinco, vitaminas D e E. Com relação a ingestão energética média, constatou-se que não houve diferença significativa; 1472 Kcal ( ± 413) para não seletivos e 1468 ( ± 318) para seletivos. Outro achado interessante neste estudo refere-se ao comparativo de peso e estatura, visto que não houve diferenças nos parâmetros de crescimento. Todos encontravam-se mantendo velocidade de crescimento adequado, apesar das mães das crianças seletivas acharem que seus filhos tinham algum comprometimento da saúde 10.
Em virtude disto, é preciso distinguir as crianças que comem pouco e/ou são seletivas daquelas que realmente apresentam critérios diagnósticos da anorexia. Alguns dos mecanismos que participam do desenvolvimento deste quadro são: dor crônica, depressão, ansiedade, hipogeusia (sensibilidade diminuída do paladar), hiposmia (diminuição do olfato), náuseas, saciedade precoce e funcionamento inadequado do tratogastrointestinal 24. Enquanto a seletividade não pode ser classificada como uma desordem alimentar clássica e sim como uma manifestação de protesto e oposição da criança aos pais, que a frustra ao educá-lo 16.

A seletividade manifesta-se sob a forma da tríade: recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento, características constatadas em um estudo sueco com 240 escolares. Associado a estas características verificou-se que os seletivos não apresentavam mais problemas de saúde do que os outros, nem eram mais magros que os demais. Contudo, este comportamento era mais comum nos hiperativos, mas independente do sexo, classe sociale etnia 29.
Outro fator relevante é a organização da rotina de vida da criança, uma vez que a influencia do horário escolar podem em determinadas situações, prejudicar a aceitação das refeições 9. Estudos sobre o horário e o tempo de duração das refeições revelam que 33% das crianças não estão com fome no momento da refeição. No caso das crianças seletivas, este índice é de 52%. Com relação a durabilidade desta, os seletivos demoram mais para se alimentar (23,3 minutos) do que os não seletivos (19,7 minutos) 27.
Ao procurar o profissional da saúde, a maioria das mães apresentam-se mobilizadas por uma angustia de " não saber o que fazer " para alimentar seu filho 1 .A descrição destas quanto a recusa parcial a determinados tipos de alimentos gira em torno de " meu filho come apenas alguns alimentos", "não gosta de provar nada diferente", associado as preocupações e questionamentos sobre: "Há alguma coisa de errado com ele?", "Será que isto não causará nenhum dano a saúde?", "Será que não sei educar ou impor limites?". Estes relatos demonstram sentimentos de perda de controle, estresse, incompetência, culpa e frustração nos pais, pois a criança é quem acaba decidindo o que ela quer comer e não os responsáveis 15,18,28.
O conflito de pais e filhos inicia-se quando a criança deseja algo e seus pais são quem determinam a quantidade e a qualidade dos alimentos a serem consumidos 6. Parece que tanto a mãe como o filho elegem o momento da refeição como a hora ideal para mostrar seus conflitos, angustias e dificuldades, instalando um ciclo vicioso, onde a criança tenta exercer com seu comportamento, um tipo de domínio sobre a situação e a família 1.
Estudos apontam que muitos dos problemas alimentares não dizem respeito ao ato de alimentar em si, mas são decorrentes de conflitos oriundos de relações intrafamiliares 8,9,20.
Existem evidências de que as crianças são capazes de ajustar a ingestão de alimentos. O clássico estudo de Clara Davis, realizado na década de 1930, tinha a seguinte proposta: as crianças "sabem" o quanto precisam comer?. Esta foi uma pergunta que Davis tentou responder com os estudos sobre auto-seleção alimentar, realizada com crianças entre 2 e 5 anos de idade, na ausência da intervenção adulta. Esta pesquisa pioneira leva-nos a sugerir que as crianças possuem uma capacidade inata de regular o consumo alimentar, denominada wisdom of the body – bom senso orgânico – e conseqüentemente são capazes de manter o crescimento e a saúde 7,13.
A crença dos pais de que as crianças são incapazes de regular sua ingestão alimentar, estimula a preocupação, a ansiedade e a intervenção dos mesmos, que recorrem ao emprego de estratégias coercitivas e controladas na alimentação da criança. Desta maneira, é válido ressaltar aos responsáveis que, as crianças nascem com instinto de sobrevivência / preservação 18. Ou seja, a criança se alimenta impulsionada por dois estímulos: a necessidade do organismo e a sensação de fome.
Como a maioria dos problemas alimentares não se limita apenas a criança, mas trata-se de um problema familiar, a avaliação e o tratamento da queixa a criança que não come deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar. A intervenção visa tranqüilizar os pais, sanando dúvidas e diminuindo a ansiedade; e promover a modificação no comportamento alimentar da criança, tornando o momento da refeição, natural, descontraído e prazeroso para todos 11.

4. Como proceder com a criança que não come?

Para entender todo o processo de recusa alimentar, inicialmente deve-se realizar avaliação médica, com o intuito de excluir as causas orgânicas decorrentes de patologias específicas. Tal investigação não deverá ser de inicio extensiva, o que poderá alarmar ainda mais os pais. Exames específicos só deverão ser solicitados quando houver uma indicação clínica 9,20.
No atendimento a criança que não come, a avaliação global da saúde associado a determinação do estado nutricional, são aspectos de fundamental importância para demonstrar aos pais que apesar da recusa alimentar, muitas vezes, a criança apresenta bom estado de higidez. A técnica de mensurarpeso e estatura e avaliar o comportamento da curva de crescimento em função da idade, é um recurso interessante para tranqüilizar os responsáveis, que devem estar cientes de que se a criança está evoluindo dentro do esperado para a idade, provavelmente está consumindo o suficiente, apesar de muitas vezes não estar qualitativamente adequado 18.
Outro fator importante na caracterização desta situação e’ verificar as expectativas e conhecimentos dos responsáveis sobre alimentação infantil, com o objetivo de investigar o habito alimentar da criança (horários, alimentos preferidos e rejeitados, oferta e aceitação), avaliar o grau de ansiedadepresente (buscar o real significado da queixa) e a dinâmica familiar no horário das refeições, ou seja, qual a atitude dos pais frente a recusa alimentar9,15. É interessante, mas os alimentos apresentados em contextos sócios positivos tendem a ser palatáveis, com elevado teor de gordura, açúcar e sal,enquanto que os alimentos menos palatáveis, são apresentados em contextos sociais negativos, quando as crianças são coagidas a comer ou quando os alimentos são ingeridos para obter recompensa 6.
Freqüentemente observa-se a utilização de estimulantes do apetite, sob a forma de suplementos vitamínicos e minerais. Contudo, estes só são recomendados quando a criança apresenta alguma deficiência nutricional. Estudo realizado em Pelotas sobre a utilização de medicamentos em crianças revelou que os mais utilizados são: acetilsalicilico, antigripais e estimulantes do apetite; de modo que ser primogênito foi considerado um fator de risco para o consumo 5. Este mesmo achado foi verificado em um outro estudo similar, que constatou que 54% das mães relataram o uso deste medicamento,sendo o maior uso nos primogênitos (principalmente meninos), com idade de 2 a 4 anos 25.
Com relação à eficácia destes suplementos / estimulantes do apetite, estudos demonstram resultados contraditórios, provavelmente em decorrência a variedade de fatores associados. Investigação realizada combinando-se multivitaminicos, multiminerais com adição de ferro no tratamento de crianças de 18 a 30 meses, com diagnostico de anemia, baixa estatura e limitação de apetite apontou que após 6 semanas de intervenção, os níveis de ferro normalizaram-se, mas não houve modificação no apetite e nem no crescimento 14 Já outro estudo referente a suplementação com ferro demonstrou melhora significativa nos níveis de ferritina associado aumento do apetite 32.
É valido ressaltar que a suplementação muitas vezes trata-se de uma alternativa para diminuir o grau de ansiedade dos pais, o que pode favorecer uma melhor aceitação alimentar não pelo uso do medicamento, mas pela diminuição da cobrança pelos pais 18.
A conduta nutricional adotada para prevenção e tratamento nestes casos baseia-se nos princípios da preservação do apetite, visto que as atitudes e reações mais comuns diante da inapetência são o desespero, uso da força, insistência e imposição dos alimentos, fatores que agravam ainda mais a recusa alimentar. De um modo geral, os pais devem ser orientados sobre:
  • Respeitar o direito da criança ter preferências e aversões;
  • Oferecer os alimentos em quantidades pequenas para encorajar a criança a comer. É comum às mães oferecerem mais comida do que a criança consegue assimilar, provavelmente, em virtude do fato de que e’ difícil para a mãe definir as reais necessidades de seu filho;
  • Não forçar, ameaçar punir ou obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas e agrados, atitudes que reforçam a recusa alimentar e desgastam pais e filhos;
  • Não utilizar subterfúgios tais como o famoso "aviãozinho ou trenzinho"; visto que tais atitudes desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos;
  • Não demonstrar irritação ou ansiedade no momento da recusa. A criança deve sentir-se confortável no momento da refeição;
  • Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições, evitando a oferta de alimentos a todo o momento;
  • Apresentar os pratos de maneira agradável, com textura própria para a idade, evitando a monotonia alimentar, fator este que interfere de modo significativo na formação do habito alimentar da criança;
  • Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável, na ausência de ruídos, o que distrai a atenção da criança;
  • Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato, uma atitude que incentiva a criança a comer e a estimula aparticipar das tarefas domesticas;
  • Respeitar as oscilações passageiras do apetite, as quais ocorrem normalmente em todos os indivíduos;
  • Não disfarçar os alimentos, para que a criança saiba o que esta’ comendo, favorecendo o aprendizado e a identificação de texturas e sabores;
  • Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume e a freqüência, uma vez que líquidos suprem a sensação de fome.
A intervenção consiste na analise e discussão de todos os dados coletados durante a anamnese tanto clinica quanto nutricional para a definição de condutas e prioridades de cada caso, focalizando as modificações no relacionamento da mãe e do filho.

Créditos:

Referências Bibliográficas

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Camila Leonel Mendes de Abreu¹, Mauro Fisberg²fisberg[arroba]uol.com.br
¹ Nutricionista e Especializanda do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.
² Professor Adjunto e Chefe do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo e Diretor do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde e Nutrição da Universidade São Marcos.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Primeiro Cinema.




Tudo começou com Carros, da Pixar.
Como ele é apaixonado, e vimos que em Junho/2011 lançará o 2, Papai falou a ele: Vou levar você pra ver o McQueen no Cinema.
Só não fazíamos ideia que aquilo ia fixar na cabecinha dele, e assim, todas as vezes que ele via carros em casa e o Papai estava por perto ele falava: Otto vai no cinema, ver carros bem grande.

Ele não fazia a menor ideia do que era cinema.
Daí, veio "Rio" e achamos que, melhor seria ele conhecer logo.

Gente, tenho um filho temperamental, e quando ele não quer algo, aff, sai de baixo.
Sabendo disso, sempre que vamos fazer algo diferente, preparo ele em casa, conversando, mostrando se possível onde vamos, falando como é o lugar, pra quando chegar no momento, ele não empacar literalmente ou, tornar aquilo um programa frustrado.

Então, depois que o Papai confirmou a compra dos ingressos, estávamos em casa na sexta e expliquei:
Otto, nós vamos ao cinema ver o desenho da Arara, mostrei o trailler na internet e logo depois, liguei a tv, apaguei todas as luzes, e disse: O cinema é assim, escuro, mas tem uma tela beeeeeeem grande e o desenho vai passar nela. Você vai ficar sentado no colo da Mamãe vendo o desenho, como vc fica no pufe do seu quarto, Não é legal!?

Dessa explicação ele gostou, sabe porque?
Toda hora apaga as luzes de casa e falava: o cinema é escuro e tem uma tela bem grande.
Ops, acho que funcionou, mas ainda viria a grande experiência. Risos!

Passamos o sábado, comentando sobre a ida ao cinema  e no domingo, acordamos cedo e lá vamos nós.
Fizemos nosso programado itinerário, fomos a alguns lugares e na hora do almoço, chegamos ao shopping.
Pedi um comidinha saudável pro Otto comer comigo, mas o Papai chegou antes com o lanche dele e...ele traçou o sanduba do Papai com açaí, kkkkkk! Nem deu bolas pra minha comidinha.

E às 15h lá estávamos nós...entrando no cinema.
Ele ficou encantado desde a hora que entrou no hall, comentava sobre tudo que via.
Quando começaram os traillers os olhinhos brilharam e gragalhava muito.
Como é época de Páscoa e na creche e em casa temos falado disso, na hora do trailler de Hop, o coelho sem páscoa, ele ficou eufórico, que bonitinho!
Olha, o coelhinho da Páscoa!

E não foi diferente na hora do trailler do Carros 2, aff.
Olha Mamãe o McQueen grandão!
Olha, olha, correndo muito!

E falava de todos que apreciam, encantado, eufórico. Delícia de ver! Experiência única.

Quando começou o filme dei chocolate mm's para ele e a pose foi a melhor.
Sentado no meu colo de pernas cruzadas, só de meias (ja havia tirado o tênis), comendo chocolate e rindo muito do filme.
Identificou na hora em que apareceu o trailler que mostrei em casa, falando:
Olha mamãe, igual do computador.

Metade do filme pra lá, já não queria mais ficar sentado, e como o maridão pensa em tudo, sentamos na ponta, pro caso de precisarmos sair as pressas. E quem adorou essa ideia foi o Otto que ficou em pé na escada, hora sentava, e só assim se movimentou e viu o filme, porque parado, 1h30, nenhuma criança fica.
Mas, pra nossa felicidade, ele ficou super bem.

Dois momentos engraçados:

1 - O Blu (arara azul macho) sumiu, cinema estava mudo e o Otto: Cadê o Blu? Sumiu Blu! ( E o povo por perto achou uma graça)

2 - O casal de Araras num clima de romance, música ao fundo baixinha e ele fala bem alto: A namorada dele! (Nessa hora muuuitas pessoas riram)


Mamães, levem os filhotes, o desenho é super divertido, colorido e bonito de se ver.


E essa foi a nossa experiência cinematográfica, risos.
Rumos as próximas.

Mamãe do Otto.

terça-feira, 5 de abril de 2011

2 anos e 8 meses. Quase 3...

Queridos, depois que agreguei o trabalho no escritório fiquei mega sem tempo e sem cabeça pra escrever aqui e olha, me faz uma falta. Uso como válvula de escape mesmo, minha terapia.

Tenho tentado postar sobre as mudanças no Otto, mas não estou conseguindo, então vou me tentar me redimir um pouco, porque na verdade, uso como se fosse diário, acreditando que um dia ele irá ler e dar boas risadas de tudo.

Ele está apaixonado por carros, caminhões, fórmula 1, corridas em geral.

Bem esperto e observador, conhece até a ajudante da creche que não trabalha mais lá, encontrou com ela na rua e deu tchau, falando o nome dela.
Tem passado por muitas doencinhas, resfriadinhos e com isso vem antibiótico, mas, segundo a Pediatra, faz parte, ao menos até os 3 anos, a imunidade não está 100%.

Só estamos com problemas com o desfralde, ele não quer de jeito algum. Se deixamos sem fralda além de ficar nervoso, NÃO FAZ XIXI.
E depois de sei lá, 3 horas sem fazê-lo, faz na roupa, mas só um poquinho, daí, colocamos a fralda e em 1 hora, ela está carregada, tem que trocar.
Tentamos em dezembro, depois em janeiro e em fevereiro, quando retornou a creche, depois do período de adaptação, claro, a Professora conversou comigo e perguntou se poderia desfraldá-lo.
Expliquei a ela o ocorrido conosco em casa e na casa das avós e ela disse que, com o estímulo de saber que os amiguinhos faziam, ele ia acabar entrando no ritmo.
LEDO ENGANO!
No quarto dia ela me disse que não tentaria mais, pois ele havia ficado nervoso, não queria participar das atividades, jogou comida longe, chorava quase o dia todo e ficava se apertando todo mas não fazia xixi.
E, recuamos, mais uma vez.
E depois disso, ele vem ficando doentinho, então, nem tenho tentando nos fins de semana.
Precisamos saber identificar a hora da criança, e ainda não é a hora dele.

Falemos então, do aniversário, porque a Mãe está com a festa pronta na cabecinha dela, risos.
Vamos tentar fazer do Carros, dvd que ele ama, coisa que ele adora.
Vou fazer na creche mesmo, mas claro ainda tenho que avisar a Flávia (amiga, dia 04/08 é meu, reserva aí), risos.
E claro, encomendarei a elam, Flavia, coisinhas lindas que ela faz, e vcs podem conferir aqui.
E ainda, pegar dicas com ela, sobre ornamentação. Vai ficar tudo lindo!
Resolvi fazer na creche por vários motivos, mas segue alguns deles:

1 - Aquele é o mundinho dele, os amiguinhos, as pessoas com quem ele convive o dia inteiro.
2 - Posso levar avós e meus sobrinhos e pronto, ficará tudo registrado nas fotos.
3 - Não fico louca com festa em casa e não preciso chamar várias pessoas que nem contato com ele tem, por protocolo.
4 - Consigo fazer uma reunião no fim de semana para comemorar o MEU aniversário, que também é dia 04.

Ele fez 2 anos e 8 meses ontem, dia 04.
Está infinitamente cheio de energia.
Não tem dormido a tarde na creche, então dorme na volta pra casa no carro e..só acorda no outro dia. Até reclama pra mamar, mas depois da mamada, dorme e muuuito.
Continua muito seletivo pra comer, mas a mãe aqui desencanou um pouco e tenta amenizar nos fins de semana e dando complementos como Pediasure, indicado por uma amiga Nutricionista, que na lata vem escrito "para crianças que não comem bem". Aff, sentiu o poder do complemento.
Nos fins de semana e a noite quando não chega dormindo, dou refeçião com legumes, feijão, músculo e nos lanches sempre vitaminas com beterraba e frutas, banana amassada com aveia, mel e geleia, ele adora e come super bem. Além de mingau, mas confesso que o de cremogema, na minha cabeça, não agrega valor então, tento dar o de aveia, mas ele não é assim tãããão fã.

No mais ele segue crescendo, a altura dele é boa, igual a dos amiguinhos da creche o peso é que nunca é satisfatório, mas, tem comido bem, pelos menos comigo em casa. Na creche oscila, mas acredito ser questão de tempo e costume.

Mamãe do Otto.

Segue, gente, com de praxe desenvolvimento de acordo com Babycenter:

A criança de 2 anos e 7-8 meses


Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil


Desenvolvimento físico: brincar é preciso!

Faça sol ou faça chuva, dia tranquilo ou caótico, com o sem TPM na casa, seu filho vai acordar com uma dose infinita de energia. Por esse motivo, os momentos de brincar devem incluir atividades físicas que ajudem a gastar energia e a aperfeiçoar habilidades como equilíbrio, controle de velocidade ou de uma bola. Veja abaixo algumas outras brincadeiras divertidas:

• Siga o mestre: faça seu filho seguir e imitar todos os seus movimentos. Ande rápido, pare, dê passos grandes, pequenos, pule feito canguru, corra de lado.

• Bola no chão: sente-se perto do seu filho com as pernas abertas e lance uma bola pelo chão. Troque depois por uma menor, aumente a distância aos poucos e finalmente jogue para ver se ele consegue pegar no ar.

• Danceteria: faça a festa em casa com diferentes tipos de música e tenha o prazer de dançar pela casa com seu filho (não tem a menor importância que todos os passos fiquem com a mesma cara).


Briga com o sono

Nesta fase, as sonecas ainda ajudam muitas crianças a recarregar as baterias e a manter o bom humor até o horário de dormir à noite, por isso não tenha pressa em eliminá-las. Um jeito de saber se seu filho precisa mesmo desse soninho a mais é observar se, quando ele não acontece, a criança fica irritada e birrenta no fim do dia.

Para estimular o sono da tarde, você pode usar uma versão mais curta daquele famoso ritual da hora de dormir. Caso ele resista à idéia de dormir, explique que é hora de descansar no quarto, mesmo que não tenha sono. É bem provável que ele acabe dormindo depois de um tempinho. Se isso não acontecer pelo menos já terá tido um pouco de descanso.

Outro problema frequente desta idade é que a transição do berço para uma cama maior muitas vezes inicia uma era de visitas noturnas à sua cama. Se você não quer a inesperada companhia, leve seu filho de volta e dê um boa noite carinhoso, mas firme.

Não acenda luzes, não converse, não fique brava ou transforme o momento em uma brincadeira. Talvez você tenha que fazer o caminho do seu quarto ao dele dezenas de vezes até que ele aprenda a ficar na própria cama. O segredo é ser persistente e não ceder.


Desenvolvimento da linguagem: por que tantos "nãos"?

De todas as palavras que aprende diariamente, uma parece ser, de longe, a favorita: não. Mas o que tem essa palavra de tão especial? As crianças pequenas falam muitos nãos porque estão descobrindo que têm vontade própria. Usar o não é um jeito fácil de se expressar (às vezes elas até dizem não quando o que realmente querem é dizer sim).

Algumas crianças com menor vocabulário acabam valendo-se mais dos nãos quando estão bravas ou frustradas e têm dificuldade de se fazer entender.

Seu filho poderá aprender também que se falar um não bem alto e firme, papai e mamãe vão prestar atenção e até... mudar de idéia! Dê alternativas a ele para tentar reduzir o número de nãos ("Você vai querer trocar de roupa primeiro e depois escovar os dentes ou escovar os dentes primeiro e depois trocar de roupa?") e faça um exercício de autocontrole para tentar diminuir os seus próprios (será que dez minutos a mais no parque vão fazer tanta diferença no horário do almoço?).


Desenvolvimento emocional e social: faz-de-conta


Com a aproximação do terceiro aniversário, brincadeiras de faz-de-conta vão ficando cada vez mais frequentes. A boneca não é só mais um objeto, mas uma pessoa "real", com nome, família, fome e vontades, então não deixe de participar dos "chazinhos" para os quais for convidada.

Entre na história do seu filho vestido de capa com seu lenço em volta do pescoço e escute só o enredo cheio de detalhes que ele monta. Você poderá até ouvir a narração das próprias aventuras dele enquanto brincam de super-herói.

Brinquedos e acessórios servem para fomentar a imaginação, mas a verdade é que uma criança de 2 anos ainda liga pouco para o que eles são de verdade. Para ela, qualquer canudinho pode virar varinha mágica. Aproveite para observar o que a criatividade do seu filho pode bolar, porque, mais para a frente, não vão faltar insistentes pedidos -- quem nunca ouviu uma criança na loja de brinquedos implorar "manhê, compra!".


Tempo livre

Será que existe um número certo de atividades por dia para cada criança? A maioria dos especialistas recomenda moderação: crianças de 2 anos não precisam de um monte de aulas extras ou de visitinhas na casa dos amigos no dia-a-dia.

Pais e mães que trabalham foram costumam preferir que seus filhos tenham dias estruturados por tarefas, assim não ficam em casa "sem fazer nada". Mas, nesta idade, brincadeiras livres e sem compromisso ou uma ida ao parquinho já são suficientes para preencher a maior parte do dia.

Não se preocupe porque haverá muito tempo pela frente para as aulas de língua, música, esporte ou os encontros sociais com amiguinhos. Neste momento, brincar à vontade é mesmo a melhor coisa para o desenvolvimento físico e emocional