domingo, 20 de dezembro de 2009

Fim do ano, então...

Foto da Lagoa perto de casa, tirada pelo marido.


Lá vamos nós colocar na balança tudo que se passou... analisar gestos, ações, emoções.
Eu, pelo menos, sou adepta sim das análises.

Gosto de concentrar minha energia, quando chegamos ao fim de um ano, e pensar em tudo que passou, pedir desculpas pelos erros, exaltar os acertos, analisar os feitos e os defeitos.

Gosto principalmente de agradecer.
Agradecer por não ter conseguido emprego, assim pude ficar mais tempo com meu filho e conhecer cada pedacinho dessa pessoinha que recebemos a missão de ajudar a construir.
Agradecer pelas dificuldades, porque com elas, a maioria de nós, aprende a ter cautela pra tomar qualquer decisão que possa afetar a nossa vida, seja afetiva ou financeira.
Agradecer pelos erros e contradições pois com isso pude entender que a minha opinião não pode ser soberana e prevalecer se estiver prejudicando alguém.

Mas claro, como todos, eu também peço.
E tem algo que peço, pedirei e pedi o ano inteiro, SERENIDADE.
Porque tenho a opinião que em qualquer situação, quando a temos tudo fica mais sábio, menos doloroso, mais sutil, menos temeroso.
Peço luz, pra clarear não só nosso caminho, mas nossa mente, nossos olhos, pra nos permitir ver além da dificuldade, do problema, enxergar a solução, a felicidade sempre.

Ah! Tenho o hábito de fechar os olhos, mentalizar e visualizar, como num flash back, todas as pessoas que estão e passaram pela minha vida, seja amigo de faculdade, familiar próximo ou a anos não visto, colegas que um dia trabalharam comigo, pessoas do prédio onde morava, os novos vizinhos e claro amigos queridos, pais, irmãos. E para eles peço com o coração pulsando de amoroso calor: serenidade, caminho iluminado, saúde e paz.
Porque eu sei, que se todos estiverem bem, sinceramente estarei feliz por eles.
Porque quando a gente gosta de verdade, a gente deseja com sinceridade que a felicidade inunde a vida de cada um deles.

Agora, meu desejo especial vai pro meu coração externo, aquele que bate fora do meu corpo, o pedacinho de mim e do Gu, homem que escolhi amar e que me ama, o melhor de nós dois...Otto.
Desejo pra ele, bom...na verdade é tanta coisa que desejo que não sei "palavrear".
Porque são sentimentos e, descobri depois do Otto, que existem sentimentos, emoções que a razão desconhece, se sente e pronto. Nos inunda e nos faz o melhor que podemos ser...

... E por sentir tão intensamente esse amor por ele, revivo toda noite ao deitar: a energia trocada, o olhar que se cruza, o beijo regado com sorriso de bom dia, o upa, o "namorar a mamãe", as gracinhas, as descobertas, as palavrinhas ditas e até mesmo as pirracinhas me emocionam.
Nesse momento, com olhos marejados, agradeço por tudo. E agradeço ainda a oportunidade de estar viva e poder sentir. Porque, pra mim, o sentimento é o combustível da vida.

Obrigada meu Deus!

Feliz Natal!
Feliz 2010!

By Jana.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Seja mais do que importante, seja raro".

Recebi do maridão por e-mail e resolvi postar aqui, por achar lindo e interessante.


"Seja mais do que importante, seja raro."


Escrito por REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:




1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.


4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer.

Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.





5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.

7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.


8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.




9. Poupe para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.


10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.


11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.


12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.



13. Não compare sua vida com a dos outros.
Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.

14. Se um relacionamento tem que ser um segredo,
você não deveria estar nele.


15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.


16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.


17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.




18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.


19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz.

Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.


20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida,

não aceite não como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante.

Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.


22. Prepare-se bastante, depois deixe-se levar pela maré.




23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.


24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.


25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.


26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras:

Em cinco anos, vai importar?


27. Sempre escolha a vida.




28. Perdoe tudo de todos.


29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.


30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.


31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.


32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...



33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Deus é,

não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.


35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.


36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.






37. Seus filhos só têm uma infância.




38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.


39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.


40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha

e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.


41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.




___
42. O melhor está por vir.


43. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e apareça.


44. Produza.


45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

1 ano e 4 meses

A verdade é que o primeiro mês dos pais de primeira viagem parece uma eternidade.
Tudo é novo, diferente, desafiador. Você tem um serzinho dentro de casa que precisa aprender a enteder, decifrar e o amor nos leva, nos ensina, nos guia. E tudo vai ficando bem.
Daí, as pessoas falam que vai passar rápido, que vamos sentir falta daquele bebezinho que muito dormia, mamava e pouco chorava...e na hora você nem assimila aquela frase, as vezes nem a ouve realmente.
E depois acontece de perceber que seu bebê está fazendo 1 ano...na cabeça vem, mas já!

Mas, estou chegando a conclusão de que depois do primeiro ano, os dias não passam, voam.
Eles não crescem, dão saltos de desenvolvimento.
Acordam e já falam uma palavrinha nova.
Fazem uma nova sapequice.
Sobem em coisas, que você não tinha idéia que iriam escalar. E ainda aprendem a descer.
Nos imitam, muito...
Mostram sua personalidade.
Mostram que tem vontade...
...que ali tem alguém.

E aí, vem o orgulho dos pais.
Por ter conseguido passar pelo primeiro ano, e não ter "quebrado" aquele pacotinho que chegou.
Por ver que é esperto, basta ensinar uma única vez.
E quando a gente diz não e eles riem, saem correndo ou fazem caretinha, a gente acha graça. Porque é a coisa mais gostosa do mundo perceber que cresceu, pois agora eles interagem.

Otto, mamãe te ama o infinito!



Postando o desenvolvimento do bebê de 1 ano e 4 meses


Coragem para novos desafios


Seu filho continua explorando tudo o que vê, como já faz há alguns meses: inspecionando as coisas com cuidado, pondo na boca, girando, jogando no chão. Mas agora ele vai começar a querer ir mais além, testando seus próprios limites físicos.

Já que sabe andar, tentará caminhar carregando uma caixa mais pesada. É teimoso: muitas vezes não vai conseguir. Deixe-o fracassar, em vez de ajudá-lo. Ele precisa aprender que certas coisas ainda não é capaz de fazer.

Mas empurrar uma cadeira até a estante, para subir e alcançar os objetos "proibidos" que ficam lá em cima, isso ele pode conseguir. Por isso, toda atenção é pouca, principalmente na cozinha, uma área de risco para a criança.

Com esta idade, o perigo de intoxicação também é grande. Tire produtos de limpeza e remédios de vista, mesmo em lugares altos.

Seu filho ainda não está andando sem apoio? Experimente uma brincadeira. Ponha-o de pé encostado numa parede, afaste-se mais ou menos um metro, estique a mão e peça a ele que chegue até você. Leve a criança de volta para a parede e vá se afastando cada vez mais, sempre fazendo muita festa conforme a distância aumentar.

A coordenação motora fina está cada vez melhor. Seu filho começa a conseguir virar as páginas de revistas ou livros, e saberá o que fazer se você colocar um giz de cera na mão dele. Só não saberá onde fazer, por isso fique por perto para não acabar com paredes e móveis rabiscados.

É um bom momento para experimentar pintura com os dedos. Use guache ou faça sua própria tinta, misturando corante para doces com farinha e um pouco de água. Grude o papel na mesa, com fita adesiva, para facilitar. Se puder fazer isso no quintal, melhor. Senão tente dentro do box do banheiro -- fica mais fácil de lavar depois. Não se esqueça de tirar fotos da bagunça!

Introdução ao certo e ao errado

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Seu filho aprende rápido quais comportamentos lhe garantem atenção -- e quais terminam em bronca. O impressionante é ver como ele sabe que certas coisas são erradas para uns (socar a porta fazendo o maior barulhão, na sua frente) e certas para outros (o irmão mais velho vai achar a brincadeira superengraçada).

Ele também imita as ações para demonstrar afeto. Se recebe beijos e abraços, provavelmente vai distribuí-los também.

A imitação é base para brincadeiras, por isso tudo o que imite a vida do dia-a-dia vai interessá-lo (telefones de brinquedo, panelinhas, carrinhos, bonecas).

Seu filho já pode aprender a dizer as palavras mágicas "por favor", "obrigado" e "com licença". Não precisa obrigá-lo a dizer toda vez, mas mostre como as pessoas ficam felizes de vê-lo ser tão educado.

Braveza incontrolável


Você sempre achou que, por ser uma mãe calma, obviamente ia ter um filho comportado, certo? Errado, porque até a mais boazinha das crianças tem chiliques e acessos de fúria nesta idade. Você não tem como controlar o comportamento do seu filho a todo momento. Por um lado, são impulsos normais, mas por outro você vai precisar contê-lo.

Quando ele atira objetos ou até se atreve a bater em você, é seu papel ajudá-lo a se controlar e expressar o que está sentindo de um jeito mais adequado.

Tudo para crianças dessa idade é exagerado. Quando estão invadidos por muitas emoções negativas, demonstram que estão prestes a ter um ataque de birra: parece que procuram a bronca, para depois se acabar de chorar. Depois que a crise de choro termina, a criança se sente melhor.

Entende mais do que fala


Com 1 ano e 4 meses, as crianças normalmente possuem um vocabulário de cerca de sete palavras, mas isso pode variar bastante. O fato é que ela usa muito mais a comunicação não-verbal que a verbal, mesmo se for bem falante.

A criança entende bem mais do que consegue falar. O difícil para ela não é entender o que é dito, mas coordenar o movimento dos lábios e da língua, além da respiração, para conseguir se fazer entender.

Fascínio por animais


Minhocas e mosquitos podem ser incrivelmente interessantes para uma criança desta idade. Ferramentas são outro sucesso no ranking de brincadeiras. Sempre que vir seu filho muito intrigado com alguma coisa, converse sobre aquilo.

"Você está ouvindo o passarinho cantar?", ou "Vamos procurar uma pedra que seja bem lisinha?". O incentivo à observação é excelente para desenvolver a capacidade sensorial da criança.

Você já conseguiu ler um livrinho inteiro para o seu filho? Algumas crianças são mais atentas que outras, mas com esta idade elas começam a ficar mais interessadas nas histórias em si. Um dos passatempos preferidos pode ser apontar as figuras e dizer o nome delas, mil vezes (já reparou como eles gostam de repetição?).

Aproveite o entusiasmo e pergunte: "Mostre para a mamãe onde está a galinha". Ele provavelmente vai se divertir virando as páginas -- talvez até fique muito bravo se você tentar ajudá-lo, num sinal de sua crescente independência.


Fonte: http://brasil.babycenter.com/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Escolhendo a escola do meu filho.






Fim de ano chegando, mamãe cheia de expectativa para voltar ao mercado de trabalho em 2010, mas...e o Otto? Sempre me perguntam. Bom, o Otto vai para creche/escolinha.

A reação é: Ah, mas é tão bebê ainda!

Sinceramente também acho e a nossa intenção (minha e do maridão) era que ele ficasse em casa com a mamãe ao menos até os 3 anos, quando na minha opinião tem maturidade pra entender, assimilar, socializar, aprender pra crescer. Opinião essa reforçada por Steve Biddulph em seu livro, Criando Meninos, que nele sugere a ida de meninos para a escola somente aos 4 anos.
Embora tenha consciência que aprende-se em qualquer idade, pois são uma caixinha "vazia" a espera de informações.
Bom, mas a mamãe quer e precisa trabalhar, então, começa aqui uma busca pela melhor escola. E aí analisamos fatores que pesem a favor não só do ensinamento, mas dele passado com carinho, respeitando o tempo e a dificuldade de cada um em assimilar, e com qualidade.
Queremos uma escola que reforce os valores morais que ensinamos em casa. Sim, porque querendo ou não, a escola onde nosso filho passa grande parte da vida, tem influência forte na formação dele e é importante que nela existam projetos, estímulos, trabalhos que conscientizem a criança/o jovem sobre a importância de se respeitar o próximo e a natureza.
Queremos uma escola que ensine além do material diático.
Que tenham professores desprovidos de qualquer "pre" (julgamento, conceito).
Que ofereçam profissionais que amem o que fazem, pois sabemos que quando amamos o que fazemos, damos o melhor de nós e aí as coisas fluem naturalmente e com tal intensidade que chega-se quase a perfeição.
Que ouçam os pais com ouvidos e olhos abertos, de maneira a somar sempre.

Claro que, em se tratando de pré-escola, queremos que antes de tudo acolha nosso filhote, como se em casa estivesse. Respeitando horários pra aqueles que tem rotina, como o Otto, dando-lhe aconchego, carinho, atenção, segurança para que a criança aceite e entenda mais facilmente e com o mínimo de estranheza a sua saída de casa, essa nova vidinha, facilitando assim sua socialização.

Sei que tudo isso é possível, mas também sei que por muitas vezes não encontraremos tudo num mesmo lugar, então cabe a nós refletir. Afinal que escola queremos para nossos filhos?

Então, boa sorte pra nós mamães que sempre queremos o melhor dos mundos.




domingo, 22 de novembro de 2009

Pirracinha, será falta de limites?

A opinião de uma mãe e observadora:

Acho que toda mãe conhece essa fase, senão, ainda vai conhecer. Será isso falta de limites?
Bom vou postar minha opnião sobre o assunto e claro a de um profissional.
Claro que existem níveis de pirraça, isso mesmo, níveis, risos. Vou postar aqui, minha conclusão como observadora:

Nível 1 - a criança faz pirracinha se debatendo e ameaçando chorar, resmungando mesmo. Mas se não dermos importância (que é o que faço), ela mesma esquece em segundos, logo que encontra um brinquedo ou algo que chame sua atenção (esse é o caso do Otto).

Nível 2 - ela já é mais ousada, esperneia, dá gritinhos, mas um simples não ou olhar dos pais consegue contornar a situação não deixando evoluir.
Tudo pra chamar sua atenção. Sei que é difícil, mas temos que tentar mostrar a criança quem tem o domínio da situação. Se ela percebe que consegue sim chamar sua atenção ou até mesmo te irritar, ela vai seguir fazendo isso, infelizmente.

Nível 3 - esse é o pior dos níveis, é aquele em que a criança se joga no chão, grita, se debate, esperneia, em suma, dá show. Situação com a qual, nenhum de nós está acostumado ou sabe como lidar. Eu pelo menos não saberia.

O que fazer numa situação dessas?
Tem uma colega que conta que a filha fez isso no shoping, ela simplesmente seguiu em frente desviando da filha e se escondeu. A criança percebendo que não estava sendo assistida por sua platéia predileta parou, olhou pros lados e começou a balbuciar: "mamãe".
O segurança viu a criança sozinha e ia em sua direção quando a mãe sinalizou pra deixá-la procurando só um pouquinho, risos, essa tem fibra, risos.
Esperou um pouco, apareceu pra filha e disse: "nunca mais faça isso, senão te deixo onde estiver sozinha, entendeu?"
E nunca mais a filha deu show. E ela é VENCEDORA.
Mas me pergunto, será essa a melhor atitude a ser tomada. Nesse caso, sim. Mas cada um a sua maneira, tenho em mente, que não funcionaria com todas as crianças.
Acho sinceramente, que faria algo parecido, porque na minha opinião ficar "batendo boca" com a criança na hora da pirraça só a estimula mais a fazer, porque na cabecinha dela de uma forma ou de outra ela consegue sua atenção.

A opinião de um profissional:

"Devemos pensar que os pais, como adultos, precisam ter o controle da situação. Para isso, é importante que eles conheçam de onde vem essa dificuldade desenfreada das crianças em compreenderem as regras e internalizá-las. Precisam pensar também por que afrouxam tanto os limites. Do que têm medo quando estão diante destas crianças que os pressionam com choro, gritos e esperneio?

A criança ao nascer não se vê separada do mundo que a cerca. Inicialmente, sente como se ela e a mãe fosse uma unidade. Como a mãe, nos primeiros dias e meses, está geralmente ali pronta para servi-la, a criança não consegue perceber que é um ser diferente dela. Porém, conforme vai crescendo, começa a notar que nem tudo acontece no tempo em que deseja - e fica irritada, por exemplo, quando a mãe demora a dar o peito, chora porque quer colo etc. Esses "desencontros" são importantes para que a criança nasça psiquicamente. Este "nascimento" se dá por volta dos seis ou sete meses de vida.

Se tudo aconteceu a contento, a criança, nesta fase, já sabe quem é a mãe e quem são as outras pessoas próximas. No entanto, esse saber não é o suficiente para que ela desista de ter o mundo girando à sua volta, pronto para servi-la. Por isso, ela demonstra raiva e tristeza para tudo o que lhe incomoda: vai chorar porque a mãe demora a voltar do trabalho, vai chorar porque quer o colo na hora em que os pais estão jantando, vai chorar quando vê os pais se abraçando, sem dar atenção a ela. Por quê?

Ela vai tentar todo o tempo buscar aquelas primeiras sensações, quando todos pareciam estar prontos para atendê-la.

Nesses primeiros meses e anos, será construída a base para que a criança cresça de forma saudável e seja capaz de enfrentar as dificuldades que a vida poderá lhe impor. Por este motivo, os pais precisam dar disciplina aos pequenos desde cedo. Não existe uma vida de facilidades e os "nãos" que a vida costuma impor a nós, seres humanos, também serão dados os nossos filhos. Acredite: a criança sofrerá muito mais se crescer acreditando que o mundo (a escola, a sociedade, o patrão, o cônjuge) irá tratá-la como príncipe ou princesa!

Lembre-se: crianças sem limites costumam se tornar adolescentes tiranos!

Não pense que você está sendo um bom pai ou uma boa mãe porque pode dar "tudo" o que o seu filho quer. Não pense também que será mais amado por ele porque está sempre pronto a atendê-lo e porque tolera o intolerável!

Crianças não são ingênuas. Ao contrário, percebem desde muito cedo a melhor forma de seduzir os pais e as pessoas próximas. Percebem as fraquezas dos pais e sabem exatamente como convencê-los. E os irmãos, tios, avós, primos, amigos, namorados, professores, chefes... estarão disponíveis a atender suas manhas e seus excessos?

E como resolver?

Quando seu filho estiver teimando, fazendo birra, certamente, além de não perceber os próprios limites, está colocando os seus em xeque. O que fazer nesta hora?

Segure-o pelos braços firmemente. Atenção: firmemente não significa machucá-lo, mas com a força necessária para oferecer à criança a contenção que ela precisa. Olhe também dentro de seus olhos e peça a ela que olhe de volta e, só então, fale com calma e pausadamente o que você quer que ela faça ou deixe de fazer. Pode dizer a ela que você entende o motivo que a leva a chorar, pois você sabe o quanto é chato não conseguir algo que queremos. Diga também que você sabe que muitas vezes ficamos chateados, com raiva ou tristes. Só não deixe de falar que o choro não mudará em nada a sua atitude naquele momento.

E não se esqueça: você realmente precisa acreditar no que está falando e, mais do que qualquer coisa, fazer valer as suas palavras".

Mônica Donetto Guedes é psicanalista, psicopedagoga e pedagoga do Apprendere Espaço Psicopedagógico.


Fonte: http://bebe.bolsademulher.com//1a3anos/materia/pirraca/53942/1


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Desmame Natural, eu acredito.

Foto tirada pra guardar de recordação, pois já estava desamamando.



Gente, as máximas são:

Quando a gente namora - Vai casar quando?
Quando a gente casa -Vai ter filho quando?
Quando temos filhos e eles mamam - Vai desmamar quando?
Vou logo respondendo - QUANDO ELE QUISER.
Daí vem logo um comentário, digamos, ausente de fé. Se depender ele, não vai largar nunca.
E penso com meus botões, pessoa de pouca fé, aff.

Mas, contrariando a "sabedoria popular", assim foi com o pequeno Otto. NATURALMENTE.
Desde os 10 meses, quando introduzi mamadeira nele ele foi deixando de mamar, naturalmente. (Abro parenteses para esclarecer que introduzi mamadeira por ser meu pequeno realmente pequeno e magro, não pesa 9k com 1 ano e 3m. Então resolvemos eu e a Ped introduzir mamadeira para sustentá-lo pois estava acordando muito na madrugada por conta da fome).

Quantas vezes ele pedisse peito eu dava, fosse na madrugada, embora não seja a favor de alimentá-lo, fazia esse "chamego" geralmente quando estava com algum resfriadinho, virose, enjoadinho por conta dos dentes. Já que fora isso, agora ele dorme a noite inteira.

Continuando...desde os 10 meses ele vem deixando de pedir, daí resolvi deixar de oferecer, pois tenho planos de colocá-lo na creche em 2010, na fé que arrumarei um emprego.
Então a 1 mês sofri um pequeno acidente doméstico e queimei a região do colo e um pouco do seio esquerdo.
Com isso, Otto que já não pedia (eu que oferecia), as vezes que pegava, largava por conta da cicatriz e assim deixei de oferecer.
Outro dia fomos a Niterói e ele estava de "pirraça" no carro. Acreditem, ele faz pirracinha, mas faz...Daí pensei - "vou oferecer o peito" - e quem disse que ele quis, risos...Fez cara feia.
Foi ali que percebi que meu bebê, DESMAMOU.
Embora ache que a cicatriz tenha influenciado, não acredito que tenha sido o motivo, pois ele mamou algumas vezes depois do acidente, então não foi a causa.
Com isso e por isso acredito sim em Desmame Natural. Aconteceu comigo.
E dou graças por ter sido assim, pois não houve nenhum trauma, nenhuma força, ...ele não quer mais e pronto.
Está agora meu pequeno pronto pra desbravar outros sabores.

E eu, fico com o coração calmo e a certeza de que fiz o melhor. Sem traumas.

Acho importante além de colocar aqui a minha experiência colocar também a opinião de um profissional sobre o assunto mencionado.


Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)

"...O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:


Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:


Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho..."

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Peso do bebê, quanta preocupação...

Gente, ando bastante preocupada com o peso do Otto. Ele tem 15 meses e não chegou aos 9kg embora esteja perto disso. Ele sempre esteve até 2,0kg abaixo da média, mas dentro da curva de crescimento. Por exemplo o nascimento foi com 2.800kg quando a média na tabela abaixo é 3.400kg, quanta diferença. E no tamanho tb que foi com 48cm e a média é 50cm. Mas a média é só parâmetro não tem medida nem peso exato pra nenhum bebê, acontece que ainda assim nós mamães comparamos e ficamos preocupadas. Se ficamos...

...Por receio de pegaram um resfriadinho e já perderem o pouco que tem, pois o apetite some numa pequena virose, aff.

A Pediatra do Otto sempre me disse que se tivesse outro filho, queria que fosse exatamente como o Otto pois é mais fácil controlar. Vai saber...

Bom, diante dessa minha preocupação tenho lido várias coisas na net e vou postando aqui o que achar necessário e importante.

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"Toda mamãe é preocupada com o ganho de peso e com o crescimento do seu bebê desde o início da gestação. Observamos atentamente os dados dos exames de ultra som e logo buscamos comparar as medidas obtidas com as amigas grávidas ou até mesmo na internet.

Após o nascimento este cuidado continua, pois ficamos inseguras se o bebê está mamando bem, se ele está aceitando o leite artificial na proporção adequada, etc. Mas fique tranquila pois mensalmente serão realizadas visitas ao consultório do pediatra a fim de acompanhar o desenvolvimento neuro-motor, o ganho de peso e a estatura do seu bebê. Esses dados são registrados e é então formada uma Curva de Crescimento. Cada criança tem uma curva pessoal que é baseada em características genéticas (herdado dos pais) e em hábitos alimentares próprios.

Elaboramos uma tabela com peso e altura de crianças brasileiras, de ambos os sexos, com o intuito de lhe auxiliar no acompanhamento do desenvolvimento do seu filho, mas lembre-se que os dados citados representam um valor médio. Portanto, podem existir variações consideradas normais. Em caso de dúvida consulte o pediatra do seu filho".


Idadesmeninosmeninas
altura (cm)peso (kg)altura (cm)peso (kg)
recém-nascido503,400493,300
1 meses554,200544,000
2 meses575,000564,700
3 meses615,700595,550
4 meses626,300616,100
5 meses636,900626,700
6 meses647,500637,300
7 meses668,050657,800
8 meses688,400678,250
9 meses698,900688,600
10 meses719,300709,050
11 meses739,600729,450
12 meses7510,000739,800
Fonte: www.conhecendoseubebe.com.br

domingo, 8 de novembro de 2009

Guia definitivo para lidar com as enrascadas do mundo de quem tem filhos.

O que fazer quando a mãe do amigo do seu filho “esquece” a criança na sua casa


• Ligar e, educadamente, dizer que tem um compromisso (você tem um, mesmo que seja deitar no sofá para ver o seriado favorito) e que gostaria de saber a que horas os pais irão pegar a criança.
• Encarar o trânsito em uma empreitada “delivery”
• Incorporar a criança à programação da casa. Se é hora do banho, ele vai para a banheira também, se é para dormir, para cama.
• Finja de desentendida. Ligue para a mãe e diga: “Oi, tudo bem? Você me ligou? É que o telefone estava fora do gancho e fiquei preocupada que você estivesse tentando falar aqui...”

Como agir quando seu filho regurgita na amiga que não tem filho

• Peça desculpas e use os lenços umedecidos para limpar a moça.

•Tire sarro da situação. Fale que a mancha branca combinou perfeitamente com o sapato dela.

•Se ela não tiver percebido o incidente, faça cara de paisagem e comente sobre o último filme a que assistiu.


5 animais de estimação que não dão trabalho

Crianças adoram animais. Em vez de desperdiçar saliva e argumentos tentando convencê-la a desistir da idéia de ter um bicho, procure alternativas menos bagunceiras, como abaixo:

Montagem sobre fotos Ricardo Fiorotto



Tartaruga
Se tiver um jardim em casa, opte pelo jabuti. Se não, a aquática vive muito bem, obrigado, dentro de um aquário no quarto da criança.




Montagem sobre fotos Ricardo Fiorotto



Hamster, Porquinhos da Índia, Ratos

São fofos, fáceis de manter e de repor (é triste, mas ninguém sabe quanto o animalzinho vai resistir).




Montagem sobre fotos Ricardo Fiorotto



Peixe Betta

Compre um aquário pequeno, coloque água e ração e todo mundo fica feliz: o peixe, seu filho e você.




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Se você conseguir vencer o seu asco pelo anfíbio gosmento, essa pode ser uma opção. Os pet shops maiores costumam vender rãs adultas que, por incrível que pareça, são fáceis de criar.




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Urso de Pelúcia
É o animal mais simples de cuidar. Dizem que os antialérgicos são ainda mais dóceis.





Como sair com seu marido – sem as crianças – pelo menos uma vez por semana

Simples. Você precisa decidir que quer fazer isso. Ficar com a avó, com a babá, com a vizinha, brincando na casa do amigo não é o problema. A questão é a prioridade que você dá para esse assunto na sua vida.

Como agir quando você vê a babá do seu vizinho fazendo alguma coisa errada
Se for algo que coloque a vida da criança em risco, interfira na hora. “Caso contrário, espere para comentar com o vizinho mais tarde”, diz Roberta Rizzo, proprietária da Kanguruh, franquia especializada em babás. Prepare-se para qualquer tipo de reação dos pais, pois eles podem entender sua boa vontade como intromissão.

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Como não enlouquecer com 10 crianças brincando na sua casa

As dicas aqui vão depender da idade da turma. Mas uma delas vale para todas as situações: programe tudo que puder e fique preparada para que saia tudo diferente. E sem dramas!

ACERTE NAS BRINCADEIRAS
Prepare vários “cantos” de atividades e apresente separadamente. Assim, quando eles estiverem enjoando de uma brincadeira, já tem outra.

Canto do faz-de-conta Separe fantasias, além de maquiagens e fivelinhas para as meninas e espadas e chapéus para os meninos.

Canto da casinha Bonecos, caminhas improvisadas, fraldas e mamadeiras ou mesmo carrinhos, tudo sob uma tenda de lençol no meio da sala ou no quintal.

Canto da pintura Potes de tinta e dedinhos. Pincéis só para os maiores. Vale para quem tem quintal e um esguicho a postos.

Canto da dança Vale tudo que eles curtem: Palavra Cantada, Cocoricó, High School Musical, Hannah Montana…

Canto das brincadeiras-que-sempre-vão-fazer-sucesso Pular corda, corre-cotia, amarelinha, passa-anel, esconde-esconde, pega-pega…

DESCOMPLIQUE O LANCHE
Cestinhas prontas com:

• 1 pedaço de bolo simples (de chocolate não tem erro)

• 1 sanduíche de queijo

• 1 fruta fácil de comer (maçã, banana ou um cacho de uvas sem caroço)

• 1 caixinha de suco ou achocolatado

CUIDADOS BÁSICOS
• Anote o nome e celular de todas as mães

• Tenha sempre em casa spray anti-séptico e curativos

• Não se esqueça de combinar a hora de buscar as crianças

3 refeições que você prepara em 15 minutos

Para ter opções variadas, procure cozinhar os alimentos e congelá-los. Vale tudo: feijão, carne moída, vegetais pré-cozidos... Dessa forma, você terá uma refeição completa ao alcance do freezer. Para os dias de geladeira vazia, Solange Juertzenstein, nutricionista e professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, propõe 3 menus infalíveis:

1 Macarrão na manteiga com brócolis cozido
2 Omelete com pedaços de peito de peru e tomate
3 Arroz, nuggets assados e cenoura (baby carrot) cozida


Fonte: Revista Crescer.