domingo, 18 de julho de 2010

A creche.




Eu senti felicidade, tranquilidade, expectativa...
...mas também senti insegurança, temor e até um certo ciúme.

Todos esse sentimentos misturaram-se dentro do coração da Mamãe quando decidimos que colocaríamos o Otto na creche.
As coisas boas foram sentidas porque confio na instituição (http://www.colegiowashingtonluis.com.br/washington_baby) que escolhi  pro pequeno, além de ser atrás do escritório onde trabalho, é também de uma querida amiga de infância, dos tempos de colégio, a quem tenho muita admiração e confiança.
Já as coisas não tão boas, foram sentidas pela Mamãe, porque a gente sempre acha que quando se separa de nossa cria, mesmo que por uma boa causa, esta perdendo um pouco deles.
Seja nas gracinhas, nas pirracinhas, nos aprendizados, e acredito que tenha mamãe que ache até que cresceram um pouco naquelas poucas horas que ficaram longe.
Coisa de mãe achar que somos suficientes para eles, quando na verdade, sabemos que não somos.
A gente sempre acha que não vão comer bem sem nós, já que até então, éramos nós que alimentávamos e só. Que não vão dormir bem, etc.
Eu era mãe 24 horas mesmo, sabe.

Mas a felicidade de conseguir um emprego tomou conta da Mamãe e, acho que por conta disso,  de sempre passar muita segurança ao Otto, deixando-os com avós e dizendo que voltava pra buscar, sempre falando a ele onde íamos, mesmo quando bebê e tratando com tranquilidade o fato de ficar longe de mim. Ele me surpreendeu na adaptação da creche.

No caminho, contei a ele onde íamos, que a Mamãe ia trabalhar como o Papai, e ele teria que dar tchau, mas que o Papai sempre voltava e a Mamãe voltaria também, quando tivesse estrela no céu.
Disse que lá tinha música, colegas pra brincar, desenhar, escrever com ele.
Tentei conquistá-lo em relação a creche antes mesmo dele chegar lá.

E ao chegar, ele ficou encantado!
Deixamos ele solto pelo pátio e ele foi entrando e colocando a mão nas coisas, olhando tudo, apontando, encantado mesmo. Tão encantado que nem percebeu a saída da mamãe depois de quase meia hora observando e esperando ele chorar e...não aconteceu. Não naquele momento.

Como estávamos mudando de rotina, ele não conseguiu dormir na casa da vovó e quando chegou a tarde na creche, chorou,  claro que por conta do lugar ser diferente e não ser eu a pessoa a consolá-lo e  ainda por causa do sono.
Mas isso só durou 2 dias, no terceiro, dormiu na vovó e a creche passou a ser um lugar legal.
E depois de duas semanas, lá estava ele super adaptado, dançando com os amiguinhos no encerramento das aulas. Coisa mais linda do mundo, participando e interagindo com tudo e todos, como se estivesse em casa, em frente a tv assistindo a um de seus dvd's, dançando muito (pena que o vídeo não carregou).

De uma certa forma, me confortou chegar na sala dele e ele não vir correndo pro meu colo (fui esnobada, risos), mas ficar dançando e se divertindo, da mesma maneira que estava antes da Mamãe chegar.
Pra mim, sinaliza que está sendo bem tratado, está gostando do ambiente e do tratamento que está recebendo, portanto, está seguro. E é só isso que importa.

E o coração da Mamãe e do Papai fica calmo, deixando a cabeça trabalhar para fazermos uma boa trajetória profissional e irmos conquistando ainda mais nosso espaço nesse mundinho de Deus.


Jana Figueiredo


"Rhian chega logo, Titia quer te ver cheio de saúde!

Obrigada Papai do Céu por tudo".

2 comentários:

  1. Lindo mesmo...até eu fiquei impressionada com a adaptação desse pequeno...mas, como vc disse, tudo isso se dá ao fato de tudo ser bem conversado...mesmo ficando somente com a mamae e nós sabemos como ele "era" agarrado, é lindo ver esse menino tão independente e alegre!!! Desenvolvendo... amo voces...bj

    ResponderExcluir
  2. Que lindo o Otto na creche. Fico feliz que ele tenha se adaptado super bem. beijocas

    ResponderExcluir

Obrigada!
Fico muito feliz sempre que leio um comentário carinhoso!
Bjks e fique com Deus!