quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pra que serve um cofrinho?

Antes de fazer 3 anos, resolvi dar ao Otto um cofre.
Porque acho importante a criança ter alguma noção de dinheiro, economia dele, gasto dele, desde logo.
Acho importante que isso seja visto como algo que faz parte do dia-a-dia e ficando natural no entendimento dele que ter, guardar e gastar tem consequência.
Expliquei que servia pra juntar moedas e que depois de muitas juntas poderia comprar algo que ele queria.
Mas, na certeza de que não tinha assimilado totalmente (até porque fazendo é mais legal), esperei que ele juntasse pra pôr em prática minha idéia.
E ele gostou disso e não podia ver moeda dando sopa que já falava logo: Mamãe posso colocar no cofre?

Ponto pra mim: primeira fase assimilada. JUNTAR É LEGAL!
Nem que seja pelo barulhinho que juntas fazem dentro do cofrinho, risos.

E seguiu, sempre juntando moedinhas.

No dia das crianças, ele ganhou um trator e adorou!
Ele sempre via na rua e ficava encantado, gritando, etc.
Brinca bastante, pega a areia e...ele percebeu que não tinha onde colocar a areia quando pegava com o trator, até porque viu, na rua, ele colocando a areia no caminhão vermelho.

Mais que rapidamente ele me pediu: Mamãe você me dá um caminhão vermelho pra eu colocar areia com o meu trator.
E eu, sem pena disse não. Já te dei a máquina.
Sabe o que você pode fazer, usar o dinheiro do cofrinho, pra comprar o caminhão.

Ele ficou meio quieto e disse, posso comprar com o dinheiro do cofre?
E eu disse pode. Só temos que saber quanto dinheiro você tem e se dá pra comprar um caminhão vermelho.

Me adiantei e a noite contei quanto tinha no cofre, R$ 20,00.
E no dia seguinte, claro, fui a loja onde sempre compramos e falei: Gente preciso de um caminhão vermelho de no máximo vinte reais.
Expliquei a elas a estória e elas adoraram participar da minha loucura, risos.
Só tinha um, guardaram pra mim e combinei com elas que no dia seguinte iria com ele comprar. Dito e feito.

No caminho pra loja expliquei que ele teria que deixar o dinheiro que estava ali dentro, na loja com a menina, pra poder levar o caminhão. Que o cofre ia ficar vazio, entendeu Otto? Entendi Mamãe.

Chegamos...

E ele perguntou: tem um caminhão de vinte reais?
A menina atendeu e falou, acho que tenho.
E ele ficou observando ela ir buscar, rindo e eufórico, quando trouxe ela perguntou, serve esse?
E ele perguntou: é vinte reais?
Daí, expliquei que teríamos que tirar o dinheiro do cofre e contar, pra ver se dava pra pagar o caminhão (tinha que criar um clima, risos)

Espalhamos as moedas no balcão ele olhou pra menina e: me ajuda a contar? (como se soubesse!)
Ela contou e viu que sobravam trinta centavos e disse a ele, olha você vai pagar seu caminhão e ainda vai sobrar dinheiro.
Ele perguntou se podia colocar novamente no cofre e guardou as moedas.
Depois virou pra elas e disse: vou juntar mais pra comprar outra coisa.

Ponto pra mim: segunda fase assimilada. JUNTAR É LEGAL. GASTAR É MAIS LEGAL AINDA!

Ele sendo tratado como cliente, risos.
Elas peguntarm: quer uma sacola?
E ele: Quero, porque vou levar pra creche pra brincar com meus amigos.

Se despediu das meninas, com muitos beijos, agradeceu e fomos felizes, a mãe mais ainda...de poder ensinar de maneira lúdica, pro meu menino.
Na certeza de que assimilou e muito bem. Lição Aprendida!
Adorei e vocês?!

Jana, Mamãe do Otto.









Um comentário:

  1. Muito bom! Depois te conto uma história semelhante da Lívia. Mas estou prevendo algo... acho que Otto vai virar livro. =)

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Obrigada!
Fico muito feliz sempre que leio um comentário carinhoso!
Bjks e fique com Deus!