terça-feira, 9 de novembro de 2010

2 anos e 3 meses. Outra língua, será?

É um papagaio? Nãããããããão, é o Otto na fase do repetir pra aprender.

Ele tem falado muito. Tudo. E frases com muitas palavrinhas.
Procuramos falar corretamente para que através do nosso exemplo ele copie mesmo, e grave a maneira correta pra falar. E ele fala o plural e quem não está acostumado fica impressionado: "dois carros do vovô".
E, como o lado musical dele é aguçado, também ouvimos muita música no caminho creche/casa e também nos passeios de fim de semana de Cocoricó a Bob Marley,(em inglês), esse rapazinho canta, coisa mais linda, gente! (corujando), risos.

Percebemos que o gosto dele pelas coisas está ficando mais definido, por exemplo, gosta muuuuuito de fórmula 1 e assisti mesmo aos treinos e corridas com o Papai.

Mas, vim falar sobre o ensinamento de outra língua, será mesmo um momento bom para isso?
A língua portuguesa é tão complexa de falar, isso sem contar a gramática.

Lembro-me bem de uma amiga comentar comigo de seu interesse em matricular a filha em uma escola bilíngue, quando ainda morava em Niterói e o Otto era bebê.
E lembro da minha dúvida na hora. E confesso que ela ainda vive em mim, mas será mesmo válido?
O problema é que, o mundo está globalizado demais, rápido demais, exigente demais.
E, falar uma outra língua hoje em dia é questão de necessidade, como se formar na faculdade, fazer pós, mestrado, doutorado. Imagine daqui a alguns anos...

Calma, não estou colocando a carroça na frente dos bois não.
É que sou prática e penso lá na frente e também lá atrás, quando não tinha recursos para pagar um curso e era louca pra aprender inglês e ainda sou apaixonada pela língua. E, por questão de necessidade optei pela faculdade...e lá se foi o curso.
No caso do Papai, sempre houve a necessidade pela profissão em que se formou, Analista de Sistemas, e como agora é Gerente de Projeto, essa necessidade se fez presente e lá está ele com um professor particular, correndo contra o tempo. E está conseguindo.

O que quero dizer, é que quando a gente passa por uma "dificuldade", não quer de maneira nenhuma, que nosso filho passe.
Então, a gente quer pra ontem uma solução para o "problema".
E aí vem "alguém" e diz que o cérebro assimila melhor nessa idade, que a audição deles é mais aguçada e daí vão aprender melhor, etc, etc, etc.
E com tantos argumentos, fica realmente difícil não convencer uma mãe zelosa e prática a colocar seu filho no inglês. Será?

Bom, compartilho com vocês, minha dúvida...aguardando a melhor solução.

Vou postar sobre o desenvolvimento do site babycenter, pois achei o texto EXCELENTE!

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A criança de 2 anos e 3-4 meses

Escrito para o BabyCenter Brasil 
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil 

Desenvolvimento físico: controle dos movimentos 

Com melhor controle dos movimentos, seu filho brinca agora com objetos menores (mas, ainda assim, tome muito cuidado com o tamanho dos brinquedos, porque eles podem facilmente ir parar na boca e engasgá-lo) e realmente consegue construir coisas, em vez de só bater para derrubar. 

Às vezes a brincadeira está tão gostosa que ele vai ficar bravo se for interrompido. Para facilitar as coisas para vocês dois, dê um aviso antes de que já está quase na hora de terminar ("Pode brincar mais cinco minutos e depois vamos jantar."). Procure ser flexível antes de dar "ultimatos" e ficar em uma posição difícil de voltar atrás. 

Brincadeiras de desenvolvimento 

Às vezes seu filho mais parece um cientista, de tanta concentração e persistência. A verdade é que existe uma espécie de programação interna para que a criança faça certas coisas inúmeras vezes, a fim de aperfeiçoar suas habilidades motoras. 

Isso explica, em parte, por que ele não consegue parar de pular em cima do sofá mesmo depois de inúmeros apelos. É quase como se houvesse um instinto natural para continuar repetindo a ação. 

Uma boa maneira de treinar a coordenação motora é através daqueles brinquedos de puxar ou empurrar, como patinhos ou jacarés (há tipos de plástico e de madeira); para a chamada coordenação motora fina, quebra-cabeças com pecinhas que tenham pinos para encaixar são ideais, assim como bonecos com roupas para pôr e tirar. 

A repetição das brincadeiras também serve para construir as estruturas do cérebroe entender como o mundo funciona. É exatamente isso que acontece quando uma criança empilha e destrói uma torre de blocos mil vezes ou fica paralisada diante de um esguicho jorrando água ("Que será que acontece com a água?", pensa. "E se eu pegar e jogar para cima? E se cair na grama?"). 

Desenvolvimento emocional e social: interação com outras crianças 

O interesse por outras crianças vai ficando cada vez maior. Embora possa parecer que estão basicamente se ignorando ou, pior, só briguem, essas primeiras amizades são bem reais para o seu filho. Elas também ajudam a treinar as habilidades sociais e acrescentam variedade de interações na rotina. 

As crianças que já frequentam escolinhas ou creches podem até já ter um amigo preferido ou outro. No caso das que ficam em casa, é importante levá-las a parques ou convidar outras crianças para brincar, assim criam-se oportunidades para convivência. 

Para facilitar o contato e evitar brigas, procure manter o grupo de crianças pequeno. Uma boa regra é que o tamanho do grupo não ultrapasse a idade do seu filho (por exemplo, crianças de 2 anos brincam melhor em duplas). Outra coisa importante é que o tempo da brincadeira não deve ser longo -- de meia a uma hora no máximo. 

Evite brinquedos quando puder, já que eles tendem a levar a sentimentos de posse e conflitos. Use a palavra "amigo" sempre, falando dos seus próprios e dos do seu filho. 

Desenvolvimento da linguagem: gramática correta 

Todos os dias, novas palavras e significados são absorvidos por seu filho. Isso porque até os 2 anos o cérebro processa novos sons mais rápido do que nunca. Já colocar palavras em perfeita ordem dentro de uma frase é outra história… O aprendizado das complexidades gramaticais leva tempo (pense em quantos adultos têm dificuldade para falar bem a nossa língua). 

A questão é que você não precisa ensinar gramática para seu filho (embora deva sempre falar de forma correta e não ficar repetindo as palavras erradas dele). Por incrível que pareça, entre 2 e 3 anos de idade, as crianças simplesmente aprendem o uso correto de verbos, pronomes, preposições e concordâncias apenas ouvindo e praticando. Os padrões da língua são automaticamente "classificados" pelo cérebro e arquivados para referências futuras. 

Daqui para a frente, você vai notar como seu filho passará a dizer "eu qué", em vez de "Lucas qué" ou como colocará as palavras no plural. Os erros e confusões gramaticais continuarão, no entanto, por alguns anos. Lembre-se de que o português é uma língua cheia de particularidades e exceções. 

Será que é hora de aprender outra língua? 

Com tanta cobrança por excelência no mundo, você já deve ter se perguntando se vale a pena começar a ensinar outra língua para seu filho, colocando numa escola bilíngue, por exemplo. Há sim indícios de que as crianças aprendem uma língua estrangeira com mais facilidade nos primeiros anos de vida e que conseguem literalmente ouvir seus sons melhor do que adultos ou adolescentes. 

O problema é que a forma ideal de aprender uma língua é através de conversação com alguém nativo, e aulas algumas vezes por semana são menos eficientes. A repetição ao longo do tempo também é chave para que ele retenha as informações aprendidas. 

Por exemplo, uma criança que faz aulas de inglês por alguns anos durante a infância não necessariamente será fluente aos 18 anos. Mesmo assim, algumas pesquisas indicam que o simples fato de ter exercitado o cérebro nesta área pode trazer benefícios. 



Bjs Pessoas!

Jana, mamãe do Otto.

4 comentários:

  1. Oi querida! Nessa fase eles aprendem muito rápido, assimilam tudo. Mas eu sou da opinião que cada coisa tem seu tempo, acho q um segundo idioma nessa idade só confunde a cabecinha deles. Posso estar enganada, mas no caso do Gá, vou esperar mais um pouquinho.
    Ah, grava ele cantando Bob Marley e coloca aqui vai... Deve ser a coisa mais linda mesmo!
    Bjos

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  2. Vivian, já tentei colocar mas não sei porque entra em loop e não baixa de jeito nenhum...mas vou continuar tentando.
    Sobre o inglês, com certeza cada coisa tem sua hora, mas é tanta informação que a gente recebe que resolvi levantar a questão aqui. Bjs!

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  3. Jana, eu acho válido desde o começo, uma segunda língua. Tenho muitos amigos com filhos bilingues, primos que tiveram que aprender na marra por mudar de país. O bom é que aprendem as 2 linguas sem sotaques e vicios, e pra eles é super normal, que não confundem. Por ser de família de japoneses, tb cresci ouvindo avós falando japonês e meu pai e tios respondendo em portugues. Entendem, mas nao falam.
    O problema é que o portugues tem q prevalecer, senão a criança deixa o portugues de lado (principalmente por ter a gramatica mais complexa). Uma conhecia mora nos EUA com a filha e o marido, e a menina entende o portugues, mas nao fala mais, só quando está sozinha com a mãe. No mais, só fala ingles. A prima do meu marido foi com 7 anos pro Japão, e em 2 anos frequentando escola japonesa, que é periodo integral, ela não fala mais portugues, e quando precisa, fica encabulada, pq esqueceu a maior parte das frases e não consegue soltar a língua, está com sotaque.
    Eu acho que não importa a idade pra vc introduzir, desde que incentive sempre a falar as 2 línguas SEMPRE.
    Vc tb comentou sobre a vontade de aprender e não ter como bancar o curso... uma coisa ruim é que por mais q vc aprenda, só é válido no currículo se vc tiver o diploma ou as provas de fluencia. Eu mesmo já passei por isso na faculdade. Eles só aceitavam eliminar a matéria se eu tivesse um diploma de nivel avançado, e td q eu aprendi foi na conversação e na marra mesmo... difícil, né?
    Acho q falei demais, e confundi mais ainda, mas acho q se vc confiar em vc e nele, acho que qualquer hora é hora pra iniciar uma segunda língua, mas tem q manter o uso de ambas sempre, senão do mesmo jeito q entra na cabeça, sai...
    Bjao

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  4. Deve ser lindo esse pequeno cantando.
    Isabella também adora música e é um papagaio, rs. Fala e canta o dia inteirinho.
    Quanto a segunda língua acho super necessário. Isa já estuda na escolinha mas logo a colocarei num curso também.
    bjs

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Obrigada!
Fico muito feliz sempre que leio um comentário carinhoso!
Bjks e fique com Deus!