sábado, 6 de novembro de 2010

Antibióticos


Neste foto, meu bebê estava febril.

Pois é queridas, desde 6 de setembro o Otto já passou por 4 antibióticos num período de 20 dias em média de um para o outro, são eles, Velamox, Keflex, Novamox 400mg e agora, e ainda, Ceclor. Todos por infecção nos ouvidos e garganta. E ainda, toma agregado a estes, xaropes, mas isto é conversa para um outro post.

Fico me perguntando, onde está meu erro? Mas, na verdade, acho que por não ter um pediatra definido ainda, aqui onde moramos a 1 ano e meio, acabamos colocando nosso menino a opiniões diversas, dependendo de quem estiver de plantão na Unimed.
E, sinceramente, por todos que passei, em consultórios mesmo, não me acostumei. Será que viciei na Ped do Otto? Complicado, porque o consultório dela é em Niterói, aff.

Então, fiquei preocupada com a frequência que esta química vem sendo parte do organismo do meu menino e resolvi ler a respeito disso.
Achei um texto, que me tranquilizou um pouco em relação a frequência do uso pelo Otto, espero sinceramente que ajude a vocês, mamães como eu, a entender melhor o uso deste medicamento que nos traz tanto medo. 
Peço perdão por não lembrar em que site, exatamente por buscar muito para passar a vocês a informação mais correta possível, mas ao final, tem a fonte, como sempre.


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Segue, o texto.


Com o aumento dos casos de infecção pela superbactéria KPC, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou as discussões sobre o uso de antibióticos. O aparecimento do micróbio está sendo ligado ao uso demasiado de medicamentos, que tornou a bactéria mais resistente e difícil de ser eliminada. 

Os riscos de infecção por superbactérias são mínimos para a população geral e costumam atingir apenas pessoas hospitalizadas e com saúde debilitada. “Mesmo os profissionais que trabalham em hospitais não ficam tão vulneráveis”, tranquiliza a infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Luci Correa. Entre as propostas da Anvisa está o maior controle na venda de antibióticos, com retenção de receita, para diminuir os casos de automedicação. Para as mães e pais, fica um alerta: não dar antibióticos, nem nenhum outro remédio, aos filhos sem que um médico tenha receitado. 

1) Antibiótico faz mal para os dentes? 
Os ministrados para crianças, não. Isso ocorria no passado por conta de um tipo específico substância, a tetraciclina, que manchava e alterava a cor dos dentes, mas esses efeitos eram desconhecidos. Hoje não há mais esse risco e as tetraciclinas não são mais prescritas para uso infantil. 

2) Quantas vezes por ano a criança pode tomar antibiótico? 
Não há um número limite, depende de cada criança. Há aquelas que são mais vulneráveis e têm muitos episódios de amidalite e sinusite. O que é preciso é que um médico avalie sempre os sintomas e a criança para identificar o problema. Na primeira infância é muito comum as infecções virais, que têm sintomas bastante parecidos, como febre e problemas respiratórios, e o antibiótico não funciona no caso de viroses, só quando a infecção é por bactérias. 

3) E se o meu filho fica sempre doente? 
O ideal é que o pediatra e os pais procurem identificar as causas da criança estar sempre doente e tentar eliminá-las. Ou seja, tratar a causa, não só os efeitos. 

4) Por que é preciso tomá-lo, em geral, por dez dias? 
Entre a ingestão do antibiótico e ele atingir o ponto da infecção, o medicamento vai perdendo força. Como explicou a infectologista Luci, é como se o antibiótico fosse o exército dos mocinhos com uma determinada munição para combater o exército inimigo de bactérias. A munição dos mocinhos acaba e é aí que chega o momento de tomar de novo. Quanto à duração do tratamento, é para certificar-se de que todos os “soldados” inimigos foram mesmo eliminados, senão eles voltam a se multiplicar. 

5) Tem de ser sempre no mesmo horário? 
Sim, pelo explicado na questão anterior, os horários e dias têm de ser respeitados rigorosamente. Só assim o tratamento dá certo. 

6) O que fazer se esqueci uma dose? Ou se atrasei uma? 
Se o atraso for curto, de 30 minutos, pode dar a dose e seguir o tratamento. Se foi por muito tempo, dê a próxima dose no horário normal. A dose que foi esquecida deve ser dada no final do tratamento. Mas o ideal, de acordo com os médicos, é não esquecer mesmo e prestar muita atenção no tratamento. 

7) É preciso, mesmo, ter tanto medo de oferecer antibiótico às crianças? 
Não, desde que seja receitado pelo médico. O risco que se corre é de dar antibiótico para resolver algo para o qual ele não funciona e só o médico tem condições de avaliar isso. Como qualquer outro medicamento, tomar por conta própria oferece dois riscos: o de fazer mal e o de não adiantar nada. 

8) Existem outras formas de tratar determinadas doenças sem o antibiótico? 
As infecções bacterianas precisam de antibióticos, mas não todas. As de pequena extensão, como furúnculos, costumam se curar sozinhas. Vacinas e hábitos saudáveis ajudam a evitar doenças, mas quem avalia o tratamento é sempre o pediatra ou clínico.

9) E se não fizer mais efeito, dá para variar o tipo? 
Os casos como os da superbactéria não oferecem riscos para as pessoas em geral. Por isso, não há problema em continuar visitando um parente que está hospitalizado. A avaliação de se um antibiótico faz ou não efeito e a substituição só podem feitas por um médico. Quando precisar de uma consulta com um médico novo, ou em um pronto-socorro, informe quais medicamentos seu filho tomou nos últimos meses. 

10) Antibiótico de criança e de adulto é similar? Alguns sim, só variam na dosagem e na forma de administração – em geral por via oral, líquido ou comprimidos, para as crianças. Outros são só de uso adulto. 

Fontes: Clery Bernadi Gallacci, pediatra da maternidade Santa Joana e professora de pediatria da faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo e Luci Correa, infectologista e Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.






Jana, mamãe do Otto.

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